Criador de Videogames, uma Profissão de Futuro
Embora pareça que não é grave, mas é. Às vezes observamos os nossos filhos passando horas na frente da tela jogando com o controle XBOX o Nintendo ou Playstation. Perguntamos se algum dia essas horas de jogo vão render de algum modo. Lógico que se o seu filho passa horas em excesso isso afeta o resto dos estudos ou a relação que você tem com os outros, já que afeta a sua concentração, logicamente devemos colocar algumas limitações para impedi-los. Mas nem tudo é negativo neste hábito de jogar, de fato, muitos jovens, não todos, têm feito deste hobby sua profissão, uma profissão que hoje se tornou uma das mais rentáveis e cogitadas do mundo.
Se olharmos para trás, lembramos dos primeiros videogames que geralmente estavam disponíveis nos cafés e bares. Essas máquinas com Pan-Man (come-come) ou tênis, onde os jogadores eram meras linhas verticais, não têm nada a ver com os videogames de hoje. Aqueles primeiros programadores começaram a considerar incluindo os videogames de uma forma que as crianças podiam brincar em casa. Todos nós lembramos do Atari, em que muitos se iniciaram no mundo dos videogames, um mundo que às vezes avançava. Naquela época não podíamos prever o que iria acontecer a seguir e se um cara dizia que queria trabalhar criando videogames não recebiam mais que um sorriso de seus pais, além de uma decepção. Mas se transferimos a mesma situação hoje, contando com o jogo da empresa Activision Blizzard, “Call of Duty: Modern Warfare 2 “, que tem arrecadado em apenas cinco dias um recorde de vendas no valor de 550 milhões de dólares e 4,7 milhões de cópias em um dia nos E.U.A e no Reino Unido, a cara desses pais terá uma expressão, mas talvez de prazer.
Os jogos de guerras são de origem bélica e o realismo oferecido é de tal forma que muitas vezes pensamos que estamos em um filme. O que deixa o jogador com a adrenalina lá em cima, e o vício é certo para quem gosta deste assunto.
Naturalmente, o criador desse videogame não o fez em dois dias. Assim, os jovens que são atraídos por esta profissão devem saber que não é só jogar.
Primeiro, eles devem deixar claro que parte da criação de um videogame que você mais gosta ou que você acha que pode desenvolver melhor. Um videogame consiste de uma parte da programação, outra de design, arte e música. Para cada uma dessas facetas precisa ter um estudo específico. Para a fase da programação deve estudar informática, é claro que temos de dominar este campo, não só na sua terminologia, mas também no uso dos dados e soluções para incluir e solucionar possíveis problemas. Na seção de arte e design é aconselhável algumas noções de informática, e principalmente saber mexer em programas de desenho em 3D, Photoshop e Flash, quanto mais conhecimento melhor. Tenha em mente que o designer deve ter uma capacidade inata para a arte, e, se possível, ter algum estudo sobre artes plásticas, ou algo relacionado a este campo. Tudo o que você pode incluir será recompensado no futuro.
Para começar a criar um videogame os especialistas aconselham que os novatos não objetivem metas muito altas. Se fizermos uma atividade que está acima de nossas possibilidades, podemos ter frustrações e decepções, por isso é interessante começar com algo simples para depois passar para jogos mais complexos. Claro que é muito importante jogar para aprender como o jogo funciona e ficar por dentro das últimas novidades para saber o que o mercado exige.
É evidente que o futuro segue por essa direção, por isso, quando estamos totalmente convencidos de que queremos viver dos videogame não devemos gritar aos céus, apesar de aconselhá-lo a colocar as baterias e se preparar, se realmente quer chegar a criar o Call of Duty do futuro.
Mercedes Hidalgo
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